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Paralisação da Polícia Federal

Semana7.com

 

 

Paralisação da Polícia Federal

 

Na manhã de quarta-feira (04) o representante do sindicato da Polícia Federal de Barra do Garças,  Antônio Marcos Guimarães,  concedeu uma entrevista sobre a paralisação nacional. A princípio tem o prazo de 24 horas, mas segundo o representante tudo indica que pode ser prorrogada por mais dias ou até mesmo por tempo indeterminado.

O objetivo da paralisação é chamar a atenção da sociedade e, consequentemente do Governo Federal, para o descaso com a segurança pública, notadamente com a Polícia Federal. Antônio Marcos ressalta que esse é um órgão de vanguarda, uma instituição republicana significativa para a sociedade e, que está sendo negligenciado.

A paralisação é nacional, portanto, todas as cidades aderiram. Se as reivindicações não forem ouvidas, a tendência é que a paralisação seja prorrogada. Segundo Antônio a possibilidade de uma greve geral é cada vez maior, pois as negociações já vêm de algum tempo e o Governo Federal não tem demonstrado boa vontade quanto às reivindicações da categoria.

Segundo Guimarães, a Polícia tem sido sucateada no que se refere aos investimentos nas estruturas investigativas, verbas estão sendo cortadas causando até a falta de combustível.  Há também uma reivindicação para que a polícia seja mais independente, já que em alguns casos o Ministério da Justiça precisa ser acionado. De acordo com o representante, o governo está “acabando” com a Polícia Federal do Brasil.

Se não bastasse todo o descaso com a estrutura da Polícia Federal, Antônio comenta o atual quadro de desvalorização dos servidores. Segundo ele, os servidores estão há sete anos sem reajuste salarial e,  apesar de algumas tentativas de negociação com o Governo Federal nada foi firmado. Antônio explica que os servidores fazem o concurso de nível superior concorridíssimo, mas quando são efetivados no cargo recebem salário de nível médio e isso causa obviamente o descontentamento da classe.

A greve obedece aos princípios legais, assim, os serviços básicos continuarão sendo prestados para minimizar os prejuízos à sociedade. Os agendamentos para emissão de passaporte, os atendimentos emergenciais e os flagrantes são serviços que continuam mesmo com a paralisação.

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